Uma empresa de recrutamento de vendedores em Santa Catarina resolve um problema específico: contratar bons profissionais de vendas num dos mercados de trabalho mais apertados do Brasil. Com desocupação de 2,1% no 2º trimestre de 2026, contra 5,4% no país (IBGE, PNAD Contínua), o estado tem pouca gente disponível, e a empresa que precisa de vendedor disputa candidatos com indústrias, empresas de tecnologia e operações portuárias que também estão contratando. Em cidades médias como Joinville, Blumenau, Chapecó e Criciúma, o desafio inclui convencer quem mora em outro lugar a se mudar. O recrutamento da VMX trabalha esse cenário com busca ativa, avaliação de vendas e proposta pensada para tirar o candidato de onde ele está.
Desocupação de 2,1%: o que esse número significa na prática
Os dados do mercado de trabalho catarinense explicam por que anunciar a vaga e esperar currículos rende pouco:
- Quase todo mundo que quer trabalhar está trabalhando. A taxa de 2,1% foi a menor entre as 27 unidades da federação no trimestre e fica bem abaixo da média nacional (IBGE, PNAD Contínua, 2º trimestre de 2026).
- O emprego formal segue crescendo. O estado abriu 59.184 vagas com carteira em 2025, alta de 2,30% no estoque (MTE, Novo Caged). Cada vaga nova é um candidato a menos disponível no mercado.
- O salário de entrada é mais alto. O salário médio de admissão foi de R$ 2.334,28 em 2025, acima dos R$ 2.294,62 do Brasil (MTE, Novo Caged). A empresa que oferece o mesmo que pagaria em outro estado já começa atrás.
- O comércio emprega muita gente. São 795 mil pessoas ocupadas no comércio, 17,5% dos ocupados (IBGE, PNAD Contínua). Há vendedores no mercado, mas estão empregados.
A consequência para o processo seletivo é direta. O indicador que importa não é quantos currículos chegaram, e sim quantos vendedores qualificados foram abordados, quantos aceitaram conversar e quantos chegaram à proposta. Se poucos aceitam conversar, a mensagem ou a oferta não convencem; se muitos desistem na proposta, a remuneração está abaixo do que já recebem.
Quem disputa o mesmo candidato: a fábrica, a empresa de software e o porto
Em Santa Catarina, o vendedor não é disputado só por outras empresas comerciais. Três setores pesam nessa concorrência:
| Concorrente pelo talento | Dado do estado | Perfil que ele atrai |
|---|---|---|
| Indústria de transformação | 1,02 milhão de ocupados, 22,5% do total, contra 11,3% no Brasil (IBGE, PNAD Contínua) | Vendedor técnico, representante, analista comercial interno |
| Tecnologia | 102,2 mil empregos formais e salário médio de R$ 6.195 no setor em 2025 (Observatório Acate 2026) | SDR, executivo de contas, customer success |
| Portos e logística | Mais de 3 milhões de TEUs em 2025, cerca de 20,5% do país (Secretaria de Portos de SC) | Comercial de logística e comércio exterior |
O efeito mais visível está na pré-venda. Empresas de software da Grande Florianópolis e do Vale do Itajaí contratam SDRs com frequência e oferecem plano de carreira conhecido no mercado. Uma empresa de outro setor que abre vaga de pré-vendas na mesma região precisa ter resposta para a pergunta que o candidato vai fazer: por que trocar uma empresa de tecnologia por esta? O guia de como contratar SDR detalha o perfil e a avaliação dessa função.
Para entender por que candidatos recusam, registre o motivo de cada recusa em categorias fixas: remuneração total, regime de trabalho (presencial, híbrido ou remoto), deslocamento, carteira oferecida, contraproposta do empregador atual e imagem da empresa. Depois de algumas vagas, o padrão aparece. Se o motivo dominante entre SDRs da Grande Florianópolis for o regime de trabalho, por exemplo, flexibilizar o modelo híbrido pode resolver mais do que subir o fixo.
Contratar fora da capital: Joinville, Blumenau, Chapecó e Criciúma
A maior parte da economia catarinense está longe de Florianópolis. Joinville tem 616.317 habitantes, Blumenau 361.261, Chapecó 254.785 e Criciúma 214.493 (IBGE, Censo 2022), e cada uma tem indústria própria que precisa de time comercial. Nessas cidades, o número de vendedores experientes no setor específico da empresa é pequeno, e muitas vezes os melhores já trabalham para um concorrente direto.
A busca, então, precisa ir além da cidade. O quadro abaixo serve de ponto de partida para planejar onde procurar e com que argumento:
| Polo | Perfil mais procurado | Onde buscar além da cidade | Argumento de atração |
|---|---|---|---|
| Joinville e Jaraguá do Sul | Vendedor técnico para metalmecânica | Vale do Itajaí, Curitiba e região | Produto de engenharia, carteira industrial estável |
| Blumenau e Brusque | Gestor de representantes, vendedor para lojistas | Outros polos de confecção do Sul e do Sudeste | Marca conhecida, coleção com calendário previsível |
| Chapecó e o Oeste | Vendedor de campo para agro e agroindústria | Oeste do Paraná, norte gaúcho | Custo de vida, proximidade com o cliente, carro e rota definidos |
| Criciúma e o Sul | Vendedor para cerâmica, plásticos e vestuário | Grande Florianópolis, litoral gaúcho | Distância curta da capital, mercado com menos disputa |
| Florianópolis e São José | SDR, closer, executivo de contas | Todo o país, em regime remoto ou híbrido | Ambiente de tecnologia, qualidade de vida |
Atrair alguém de outra cidade exige combinar a mudança antes da proposta: data, ajuda de custo, moradia provisória e o que acontece se a família não se adaptar. Quem deixa isso para depois do aceite costuma perder o candidato no meio do caminho.
Antes da busca: o perfil certo para o modelo de venda
Num mercado com pouca oferta, errar o perfil custa caro, porque a vaga reaberta volta para o fim da fila. Antes de começar, a empresa precisa responder o que o vendedor vai fazer na prática, e isso varia muito entre os setores do estado.
- Venda técnica industrial: o vendedor precisa entender desenho, especificação e processo produtivo do cliente. Formação técnica ou experiência em chão de fábrica pesam mais que discurso.
- Venda por representantes: a empresa precisa de alguém que gerencie uma rede, cobre carteira e organize pré-venda por região, não de um vendedor individual.
- Venda de software: a operação costuma separar quem prospecta (SDR) de quem fecha (closer), e cada função tem avaliação própria.
- Venda de campo no agro: rotina de estrada, relacionamento de longo prazo com produtores e técnicos, e disciplina para registrar visitas.
O guia de como contratar vendedor traz o roteiro de entrevista e os testes práticos para cada caso. Se a dúvida for anterior, sobre como o time comercial deve ser organizado antes de contratar, a página de consultoria comercial em Santa Catarina trata desse desenho.
A proposta que tira um vendedor empregado de onde ele está
Como o candidato bom já tem emprego, a proposta precisa ganhar uma comparação. Um checklist do que ela deve deixar claro:
- Fixo e variável separados, com simulação de ganho em três cenários de resultado.
- Regras de comissão por escrito, incluindo prazo de pagamento e tratamento de cancelamentos.
- Carteira inicial: quantos clientes, qual faturamento, de quem eram.
- Meta dos primeiros meses ajustada ao período de rampa.
- Ferramentas de trabalho: carro ou reembolso, celular, CRM, apoio de pré-vendas ou marketing.
- Regime de trabalho (presencial, híbrido, remoto) e região de atuação.
- Caminho de crescimento: o que é preciso entregar para chegar a coordenador ou gerente.
Para desenhar a composição sem palpite, parta da meta, e não do fixo: defina quanto o vendedor precisa vender por mês, quanto disso a empresa aceita pagar em remuneração total e, só então, quanto vai para o fixo e quanto para o variável. Em perfis de ciclo longo, como venda técnica para a indústria de Joinville e Blumenau, um fixo maior segura o profissional durante a rampa; em perfis de ciclo curto, como SDR ou venda de distribuição, o variável pode pesar mais. A proporção certa muda por setor, então compare a proposta com as vagas abertas para a mesma função na mesma região.
Um processo seletivo rápido sem perder rigor
Em mercado apertado, o candidato bom costuma estar em mais de um processo ao mesmo tempo. Demora entre etapas é, muitas vezes, o motivo da perda. Um desenho que equilibra velocidade e avaliação:
| Etapa | O que acontece | Quem participa | Cuidado |
|---|---|---|---|
| Briefing da vaga | Perfil, região, remuneração e critérios de avaliação definidos | Gestor e recrutamento | Fechar a faixa salarial antes de abordar |
| Mapeamento e abordagem | Busca ativa de vendedores empregados no setor e na região | Recrutamento | Mensagem personalizada, não modelo genérico |
| Triagem | Conversa sobre trajetória, resultados e motivação | Recrutamento | Pedir números concretos de metas anteriores |
| Avaliação prática | Simulação de venda ou de prospecção | Gestor | Usar um caso real do produto |
| Entrevista final e proposta | Alinhamento com a diretoria e oferta por escrito | Diretoria | Proposta no mesmo dia da decisão |
| Pré-onboarding | Contato até a data de início | Gestor | Evitar que a contraproposta do empregador atual vença |
Para manter o processo rápido, defina um prazo máximo por etapa antes de abrir a vaga e anote as datas reais numa planilha ou no sistema de recrutamento. Os atrasos mais comuns são previsíveis: agenda do gestor para a avaliação prática e da diretoria para a entrevista final. Reserve esses horários no calendário já na abertura da vaga, e a contraproposta do empregador atual terá menos tempo para aparecer.
Contratar é só metade do trabalho. Para que o vendedor novo tenha leads para trabalhar desde a primeira semana, veja a página de marketing para empresas em Santa Catarina. Os demais guias de seleção estão no pilar de contratação de vendedores.
Santa Catarina em números
| Indicador | Dado | Fonte |
|---|---|---|
| PIB | R$ 513,4 bilhões (4,7% do PIB nacional) | IBGE, Sistema de Contas Regionais, 2023 |
| População | 7.610.361 habitantes | IBGE, Censo Demográfico, 2022 |
| Empresas ativas (inclui MEI) | 1.351.654 | Mapa de Empresas, Governo Federal (boletim do 2º quadrimestre), 2025 |
| Saldo de empregos formais (jan. a dez.) | +59.184 vagas com carteira (+2,30%) | MTE, Novo Caged, 2025 |
| Salário médio de admissão | R$ 2.334,28 (Brasil: R$ 2.294,62) | MTE, Novo Caged, 2025 |
| Pessoas ocupadas no comércio | 795 mil (17,5% dos 4,55 milhões de ocupados) | IBGE, PNAD Contínua (2º trimestre), 2026 |
| Taxa de desocupação | 2,1% (Brasil: 5,4%), a menor entre as 27 UFs | IBGE, PNAD Contínua (2º trimestre), 2026 |
| Pessoas ocupadas na indústria de transformação | 1,02 milhão (22,5% dos ocupados; Brasil: 11,3%) | IBGE, PNAD Contínua (2º trimestre), 2026 |
| Setor de tecnologia | R$ 47,9 bilhões de faturamento, 34,2 mil empresas e 102,2 mil empregos formais | Observatório Acate 2026, via NSC Total, 2025 |
| Movimentação de contêineres nos portos | Mais de 3 milhões de TEUs (cerca de 20,5% do país), 2º maior movimento do Brasil | Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC, via Gazeta do Povo, 2025 |
| Abate de suínos | 1,60 milhão de toneladas de carcaças (28,3% do Brasil, 1º lugar) | IBGE, Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, 2025 |
| Cidades-polo | Florianópolis, São José, Joinville, Jaraguá do Sul, Itajaí, Navegantes, Blumenau, Brusque, Chapecó, Criciúma | IBGE, PIB dos Municípios 2023 e Censo 2022, 2023 |
| Setores fortes | Metalmecânica e móveis (Norte: Joinville, Jaraguá do Sul), Têxtil, vestuário e naval (Vale do Itajaí: Blumenau, Brusque, Itajaí), Tecnologia e software (Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Norte), Agroindústria de alimentos, com destaque para suínos (Oeste: Chapecó), Portos e logística (Itajaí, Navegantes, Itapoá, São Francisco do Sul, Imbituba), Cerâmica, plásticos e vestuário (Sul: Criciúma) | Governo de Santa Catarina (Conheça SC: economia), IBGE (PIB dos Municípios e Abate de Animais), Observatório Acate e Secretaria de Portos de SC, 2025 |
Perguntas frequentes
Por que a vaga de vendedor fica tanto tempo aberta em Santa Catarina?
Porque quase não há vendedor experiente procurando emprego. A desocupação no estado foi de 2,1% no 2º trimestre de 2026, menos da metade dos 5,4% do Brasil (IBGE, PNAD Contínua). Os bons profissionais estão empregados, e a vaga publicada atrai principalmente quem tem pouca experiência. Para fechar a vaga, é preciso buscar ativamente quem está trabalhando e ter uma proposta que justifique a troca.
Uma indústria de Joinville ou Chapecó consegue atrair vendedor de outra cidade?
Consegue, mas a proposta precisa cobrir a mudança. Além de remuneração competitiva, entram ajuda de custo para a mudança, prazo de adaptação com meta reduzida, carteira definida desde o primeiro dia e, quando a função permite, regime híbrido. Para vagas de campo, o candidato da própria região costuma render mais rápido porque já conhece rotas e clientes.
Vale contratar SDR remoto de outro estado para uma empresa catarinense?
Para pré-vendas por telefone, e-mail e mensagem, sim, e isso amplia muito o número de candidatos. O cuidado está na gestão: rotina diária com o gestor, metas de atividade claras, acesso ao mesmo CRM e treinamento sobre o produto e o cliente. Para vendedor de campo e para venda técnica com visita, a presença na região continua necessária.
O salário médio de admissão de SC serve de referência para vaga de vendedor?
Só como ponto de partida. Em 2025, o salário médio de admissão no estado foi de R$ 2.334,28, acima da média nacional de R$ 2.294,62 (MTE, Novo Caged), mas esse valor mistura todas as funções. Um vendedor experiente que já está empregado ganha acima dessa média, e a proposta precisa mostrar ganho real, normalmente pela remuneração variável.
Sobre a VMX
A VMX é uma empresa de Belo Horizonte que ajuda empresas a venderem mais. Atuamos em três frentes:
- Recrutamento de vendedores: contratação de SDRs, closers e gestores comerciais.
- Consultoria comercial: estruturação do processo de vendas, funil, metas e gestão do time comercial.
- Marketing: geração de demanda, tráfego pago e geração de leads para o comercial.
COO do Grupo VMX
Pedro Favaretto é COO do Grupo VMX, em Belo Horizonte, e responde pela operação que estrutura processos comerciais, geração de demanda e times de vendas de empresas clientes. Escreve sobre processo de vendas, marketing, tecnologia comercial e vendas por segmento.